O Estado de S.Paulo
Inconformados em ter de comprar a cada ano os mesmos livros que estudantes mais velhos deixariam de lado, alguns grupos de pais organizaram formas de trocar material. No Colégio Pio XII o projeto chamado Bibliotroca existe há 7 anos. Todos os alunos são convidados a deixarem na biblioteca os livros didáticos antigos e podem pegar outros que precisem.
No colégio Viva, uma comissão de pais arrecada livros ao fim de cada ano letivo. Durante as férias eles fazem um trabalho de restauro. Alunos que doaram têm preferência na retirada do material.
Algumas escolas adotam modelos diferentes. Na Stance Dual, os alunos vendem o material usado por preços simbólicos aos colegas e a renda é revertida a uma creche. Já no Hugo Sarmento, as trocas são feitas pelo site do colégio, que funciona como uma seção de classificados de jornal.
“Economizei quase R$ 800 na feira de livros”, conta a pedagoga Adriana Gonçalves de Mendonça, que tem dois filhos no Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida. “Para eles serviu de lição para que cuidem bem dos livros. E a natureza também agradece.”
Laís Fontenelle, coordenadora de Educação do Projeto Criança e Consumo, lembra que reaproveitar livros e outros materiais usados – como estojos, lápis, réguas – é uma boa lição de sustentabilidade para as crianças.
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